As vezes é tão
difícil fazer parte de dois.É prazeroso estar junto,mas os ajustes são terríveis.Chega
a ser engraçado,porque de ambas as partes ,a gente acha que tem razão,e ai
começam as cabeçadas,que até me tiram o sono,de ficar martelando na minha
cabeça;mas no final ,tudo se resolve.
Não
quero que mudemos,mas quero melhoras; li e aceitei as condições gerais,mas
estamos abertos a upgrades.
Para muitas,isso
seria o verdadeiro ‘’pé no saco’’.Vai ao lado oposto do principio do Príncipe
encantado,que manda flores e mensagens com poemas ao qual o cara não deve fazer
a mínima idéia de quem escreveu.Nada disso me incomoda,pelo contrário,eu acho o
máximo.
Não espero
declarações emocionantes ,ajoelhado a minha frente,nem que repita a cada 10
minutos o quão ele me acha legal.O que há entre a gente,é impregnado do
anti-estético e romantismo clássico;afinal,tem coisa mais querida que ficar nos
chamando de ‘’cabeçudos’’?
Ou ainda,bater na perna do outro,quando estiver dormente,só
pra zoar com a nossa cara?
O que é nosso,parece melhor a nossos olhos.
Não é o convencional,mas
não deixa de ser verdadeiro.Somos como somos, e sabemos disso.Entendemos que
certas coisas não precisam ser ditas,e sim,sentidas.Todas as declarações que
não ouço,mas sinto quando me abraça,me beija e me olha com cara de sono.
Gosto das coisas do
jeito que são.Do romantismo torto,da amizade,das críticas,de cada detalhe,até
dos defeitos,que formam o todo.
Não vejo as coisas
diferentes do que são,nem quero.Enquanto muitas se contentam com
palavras,mensagens de texto e status de relacionamento nas redes sociais,me
contento com o não-convencional,invisível aos olhos de quem não sente.

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